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SC traça estratégias para o desenvolvimento de uma nova economia baseada na inovação tecnológica

  • Foto do escritor: imprensamiotto
    imprensamiotto
  • 17 de mai. de 2023
  • 3 min de leitura

Capacitação profissional, descentralização da tecnologia e internacionalização de empresas são os principais desafios da tecnologia catarinense


A área da inovação tecnológica foi a pauta principal da reunião da Comissão de Economia (Foto: Agência Alesc)

Transformação social e digital, profissões do futuro e nova economia. Essas foram as colocações que permearam o debate realizado na Comissão de Economia, Ciência, Tecnologia, Minas e Energia, da Assembleia Legislativa do Estado de Santa Catarina (Alesc), no início da tarde desta quarta-feira, dia 17 de maio. Sob a presidência do deputado estadual Jair Miotto (União Brasil), o colegiado recebeu o secretário de Estado da Ciência, Tecnologia e Inovação, Marcelo Fett, e o presidente da Fundação de Amparo à Pesquisa e Inovação do Estado de Santa Catarina (Fapesc), Fábio Wagner Pinto. O coordenador do Grupo de Trabalho 5G da Associação Catarinense de Tecnologia (Acate), Fernando Gomes de Oliveira Dias Neias, também participou do debate.

Durante a reunião, as instituições abordaram as atribuições, planos e desafios que Santa Catarina terá na área da tecnologia e inovação.



“Parabéns ao Governo do Estado, ao governador Jorginho Mello, por reconhecer a importância da tecnologia e da inovação para o desenvolvimento econômico e social do Estado. Hoje, foi possível saber um pouco mais sobre as políticas públicas voltadas para a área da ciência e tecnologia, startups, e centros de inovação e formação de novos talentos para a nova economia. Colocamos a Comissão e a Alesc à disposição para que ocorra a construção de projetos e políticas públicas que beneficiem o setor”, expõe o deputado Miotto.

SECRETARIA DA CIÊNCIA

Em sua fala, o secretário Fett tratou sobre a criação da nova Secretaria da Ciência, Tecnologia e Inovação e os planos da pasta para o ano de 2023.

“Para melhorar o ambiente de negócios, a secretaria atuará em duas frentes: incremento de políticas públicas para o desenvolvimento econômico baseado na inovação tecnológica; e consumo desta tecnologia pelo próprio Estado de Santa Catarina, visando a melhoria na prestação de serviço para o cidadão catarinense”, explica o secretário, ressaltando que Santa Catarina inspira-se nas estratégias adotadas por Israel quando a questão é o desenvolvimento da área da inovação tecnológica.

Fett também fez uma breve exposição do setor da tecnologia em Santa Catarina.

“De 1960 até 2020, o setor saltou de zero para 60 mil colaboradores, com uma massa salarial de R$ 3 bilhões por ano. Já as empresas, saíram de zero para 17 mil, com faturamento anual de R$ 20 bilhões. O setor da tecnologia representa 6,10% do Produto Interno Bruto (PIB) do Estado. Diante desta explosão do setor, o Governo do Estado, lança o Santa Catarina Inovadora, com ações que darão sustento ao setor, pois o Estado é a cara da inovação e precisamos nos firmar com referência”, comemora o secretário.

FAPESC

Já o presidente da Fapesc, falou sobre as quatro bases de atuação da fundação: pesquisa e extensão; inovação; eventos de Ciência, Tecnologia e Inovação (CTI); e programas de bolsas.

“Na área de pesquisa, a Fapesc possui seis colaboradores que atuam em 1.178 projetos de pesquisa, através de 56 editais. Na inovação, que são as startups e pequenas e médias empresas, a fundação trabalha com oito colaboradores, 640 projetos e 42 editais. Hoje, Santa Catarina possui 13,20 startups por habitante. Eventos de CTI para divulgar o setor, há dois colaboradores, 322 eventos e cinco editais. E, por fim, a área das bolsas, onde atuam quatro colaboradores, 1.174 bolsas de estudo e 37 editais”, expõe o presidente da Fapesc.

Em relação aos Centros de Inovação, o presidente ressalta que o projeto é um conceito muito mais amplo do que as estruturas físicas.

“São mais que estruturas físicas que abrigam os centros. Estamos formando uma rede de interação, visando desenvolver o potencial tecnológico de cada região. Para além dos prédios, temos inúmeras iniciativas a serem fomentadas”, afirma o presidente.

DESAFIOS

Hoje, o setor de tecnologia e inovação em Santa Catarina tem um déficit de 34 mil vagas o que mostra a necessidade de capacitação profissional.

“Devemos estimular a qualificação profissional desde cedo, dando competência técnica para as profissões do futuro que ainda começam a ser delineadas”, diz Fett.

De acordo com ele, também é preciso ultrapassar as limitações, derrubando as barreiras geográficas, levando a inovação tecnológica para toda Santa Catarina. A internacionalização de empresas e a captação de recursos também são desafios para o Estado.

“Uma das coisas que ficamos nos perguntando é se nossa estratégia de atração de empresas, hoje, deve ser focada em atrair empresas para Santa Catarina ou atrair talentos que possam trabalhar em empresas em qualquer lugar do mundo?”, indaga o secretário.
 
 
 

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